quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sol, garoa, e um vento fraco.


O dia está frio, mas nunca foi motivo para me deixar inerte.
Frio, vira motivo, vira fator, vira argumento... para os tolos.

Não gosto do frio. Ainda mais, quando se mora num país dito "tropical".
Mas, nunca interferiu seriamente em minha vida (ou não... pois, neste momento, estou escrevendo sobre), nunca atrapalhou meu modo de vida.
Oras, algumas roupas a mais, e estou caminhando nas ruas cinzas e gélidas, sem problemas.

Dei falta de meu mal-humor... me sinto vulnerável e tolo.
Ao acordar, tive aquela sensação que muitos descreviam, sobre "preguiça ao acordar num dia frio".
Nunca levei ao pé da letra, à mim, um dia, é um dia, até que ocorra alguma catástrofe ou algum milagre.
Os dias nunca são iguais, por mais que eu tenha um déjà vu, por mais que eu tropece no mesmo degrau de ontem... um dia não é igual.

É impossível!
Você não pode repetir as mesmas coisas, os mesmos pensamentos, no mesmo milésimo, com o mesmo clima metereológico.
Perfeição, é algo de que nem chegamos perto.
Perfeição e eternidade, estão ligadas, que por sua vez, não existem.
São completamente abstratas.

Nem o ar, nem as pedras, podem fazer de um dia, um déjà vu.

É irônico.
Tento tirar o melhor e o pior de meus estados de espírito. O bom, e o mau humor.
Mas são julgamentos de minha cabeça. À mim, estar preparado para situações extremas, é algo excelente, porém, ser agradado pelo fato de ser afável, também é bom... mas me sinto fraco.
Algo como, se aquilo que a pessoa tem, me derrubasse com facilidade.
Atribuo meu mau-humor a um estado sólido e rápido; a destreza ativa em meu corpo e alma, enquanto meu bom-humor é, também, sólido, porém carismático feito um cão filhote.

Quer dizer, mesmo em estados vulgos "bom" e "mau", os sentidos podem (baseados nesse julgamento) ser opostos.
Sendo carismático ( bem-humorado), posso ter ganhos, assim como posso ser parvo com facilidade e cometer erros.
Com minha "destreza"( mau-humor), posso ter um preparo pra todo tipo de situação além de estar mais ativo, contudo, perco quase que por completo o carisma, agindo rudemente/seco com as pessoas a quem devia ser grato, e nada tem a ver com meu estado.


Ahhh, a paz.
Tão perto, mas também, tão longe.
Tão serena, mas também... tão entediante.

Déjà visité

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Círculos?


Coincidência.

Aboli essa palavra de meu vocabulário.

Fiquei pensando no que fiz, no que deixei de fazer, do que aconteceu, das pessoas que conheci.
Descobri que tudo aquilo que aconteceu, tinha ponto de partida, e um curso que desviara para de encontro a minha direção.
Sim! E tudo aquilo que fez bem, que ainda está presente em minha vida... poderia ser de vários modos, mas não chegariam a mim de modo tão perfeito.

Tudo acontece de um modo tão... impossível.
Parece até mentira, quando conto para minha consciência.
Desde os jeitos mais esquisitos, até os mais comuns.
Conheço tanta gente, mas vejo que todas tem um propósito, ou algo a acrescentar a meu ser.
Me mostram caminhos, indicam direções... não, não estou perdido.

Quero que dure, quero estar.

Sinto, pela primeira vez, que não há icebergs em meu peito.
Abri os olhos, cismei em parecer tolo... mas fui banhado com felicidade.
Talvez, ser bobo não seja tão ruim.
Pode ser que saltar e apostar não seja tão ruim.

Irei respeitar o limite. Mas quero ver até onde posso chegar.

O pântano e as vinhas repletas de espinhos já não tem peso negativo.

Não chova. Não queime. Não relampeie, não corte.
O mal-humor tirou férias.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Industria emocional


As vezes, penso em como a vida é irônica. A minha.
Vejo pessoas seguindo rotinas, alienando-se à um ciclo sem fim, sem nenhum contratempo "estranho".

Pois é... nunca dei valor ao que as pessoas chamam de amor.
O dia em que eu realmente comecei a achar que esse sentimento era algo fenomenal, espaço e tempo acabaram com tudo.
Bah... vejo tanta gente sofrendo (ou não) por deficiências físicas, falta de recursos.
Não consigo enxergar como alguém pode sofrer por outra pessoa, que pode lhe atrapalhar em vários outros aspectos e objetivos.

Tenho consciência de várias coisas, mas acabo por pensar que terminarei a vida sozinho.
Tudo e todos, ficando rentáveis.
"Vende-se ódio, vende-se medo, vende-se tristeza!", tá na moda.
O mais barato - pasme - é o amor.
Muitos por aí falam "eu te amo" como se falassem "bom dia".
Conhecem a pessoa num dia, e já amam no dia seguinte.
Depois, ficam nessa pseudo-tristeza, pois não ouviram a frase chavão do dia.

Pouco me importa... não saio dizendo que amo meio mundo. Tem gente demais.
Só ouvem de minha boca, pessoas realmente especiais, que adquiriram um espaço em minha vida.

Esse mundo tá carente... de disciplina.

Penso que, se a vida não for irônica... pode ter certeza que a morte será.

hehehe ;)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Eu vi..


Vi o céu estrelado;
Eu o vi , como nunca tinha visto antes.

Vi, também, o nascer do dia e o "morrer" da noite.
Vi o mar, a areia, a beleza e plenitude.
Vi a noite.

Vi aquela, com quem passei 30 minutos de meu dia.
Esvaiu-se em pensamento, mas guardei o melhor de ti.
Ninguém viu, ninguém sabe.
Não menti. Apenas não me perguntaram.

Não vi sinal de minha promessa.
Fui a fundo - quase morro, confesso - e resgatei-a.
Junto da mesma, meu ego. Sim! Consegui! Eu quero, eu posso, eu consegui.

Foi meu mérito, um empréstimo, e um empréstimo meu.

Ahhhh... realmente, o tempo não existe.
Passa-se tão lento, e algumas vezes, tão rápido.
30 minutos que pareciam anos.
3 dias que pareciam milésimos.

Vivi outra vida.
Não caí num precipício, e tampouco sobrevoei o paraíso.
Mas, afirmo...
"Não era meu mundo, porém, imaginei algo parecido."

Quero, posso, e irei... visitá-lo novamente.

Eu vi, aquilo que não esperava ver.
Eu vi, através do tempo.
Eu vi, aquilo que não existe.

Eu vi...

Sei que não chamarás pelo meu nome. Normal.
Não me notas, enquanto estou.
Notas, pelas marcas que deixei.


Hábito.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ahhh... ninguém é de ferro!


Por mais que, sempre haverá um tentando estorvar;
Por mais que, meus planos desabem;
Por mais que, eu lute, sabendo que irei perder.

Eu estou feliz.
Sim! Estufar o peito, e dizer, convicto, que sei o que é felicidade.
A minha felicidade.

Companheiros, que não deixam a desejar.
Alguns planos que desabam em cadeia, mas surgem outros, tão amplos.
A música, não é mais tão triste. Estamos felizes.

Segure em minha mão, e vamos!
Aproveite, pois este vôo não dura muito!
Por alguma razão, a qual não sei explicar... a realidade já não dói mais.

Ouça os sinos baterem.
O som é nostálgico, mas eu gosto muito do som.

Ahhh, a paz...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Âmago da esperança


Perseguição, persuasão.

Como se estivesse numa multidão de pessoas vestidas inteiramente da cor branca, eu vestisse as cores pretas.
Eles fingem não ver, mas comentam algo entre si, fitando-me.

Quem sabe?
Podem não estar comentando nada, podem estar apenas contemplando.

Mas... não sei.
Acho ridículo e digno da barbárie, ser agressivo gratuitamente.
Não posso acusá-los.

Não ligo que falem mal de mim.
Desde que, aquilo não me afete diretamente.
Não bata em minha porta, não entre sem permissão.

Prefiro que falem sem que eu os veja, assim não me dou ao luxo de responder.
O problema é de vocês. Sou, porque sou, e dificilmente irei mudar minha personalidade.
Eu tenho. Eu posso.

Vivo entre extremos.
Não porque sou radical. Não por opção.
Mas porque é necessário.

Ser um imbecil alienado, não irá lhe trazer bens.
Terá sua vida medíocre, com pensamentos medíocres, vivendo num quadrado medíocre.

Quero expandir, quero "ser" o mundo, sentir a liberdade.
Não quero poder, não quero mandar.
Quero a liberdade, e vou lutar para conquistá-la.

Não a sua liberdade, aquela que construistes mentalmente.
Quero a minha liberdade.

Ver o mar, sentar sem compromisso;
deitar sobre a grama, e apreciar as nuvens desenhadas no céu.

Será tudo isso real?
Coincidências existem?
Por que as pessoas não conseguem ver? Todos vivem num mundo cinza...

Jogo, e vejo o medo nos olhos dos que opõem-se.

Como esse ar é bom.
O calor do sol em minha pele, a brisa de verão.

Não existe sossego a todo momento.
Não existe eternidade, enquanto vivos.
Não existe "pra sempre".

Não viverei de tormentas.
Luto contra o vento violento.

Alegre.
Quero abrir meu peito.
Serei o rei de meu mundo.
Os sinos
Subir no monte mais alto, visão ampla.
Trilhas e caminhos, nadar até o outro lado.

Ó, Liberdade!

A morte e seus amigos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Na medida do possível


Bom.

Nem divinamente, nem bestialmente.
Apenas, "bom".

Na medida correta.
Nem muito, para não agir estupidamente;
Nem pouco, para não ficar sem ação.

"Oi, não me consuma.
Estou bem, então evite conflitos"

Expressão blasé, um sorriso - de leve - no canto da boca, e aquele jeito irônico impagável.
Não... dessa vez, fui eu.

"Iremos trilhar um longo caminho.
Poupe seu fôlego, e cale-se."

Não quero ser rude, mas, deviam falar somente o necessário.
Ultimamente, tenho dispensado tantos comentários... você não notou, e nem notará.

"Don't waste your time." ;)