sábado, 26 de dezembro de 2009

Parcour

Temporariamente inativo.



...ou não.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Hit the coldbeat


Mais uma noite mal dormida, não recordo-me de sonhos ou pesadelos. Apenas, do frio me acordando durante a noite, fazendo-me pensar. Pensar e pensar.

A noite virou um quadro.

Sonoridade perfeita, cores e cores, sentindo o gosto do dia.
Dia gélido, porém nostálgico. Clima que apresenta-se, dando um bom dia com gotas de chuva. Deveria ficar irritado, porém, não é uma solução. Só problema.

Deveria achar uma saída, sim.
E achei.

O dia pretende correr, e eu pretendo me adequar.
Sem pássaros, apenas o som da chuva batendo na janela, a claridade invadindo meu quarto, e eu pensando em soluções alternativas. Havia dito que, todo problema tem solução, senão, não chamar-se-ia problema.
Problemas transformam. Transformam-se, e transformam-os.
Soluções, e experiência.

Nesse caso, subentendo "experiência", por "armadura", "anticorpo", "proteção". Aquilo que já te enganou, transforma-se em "inofensivo". Aquele que era incômodo, e de difícil manejo, torna-se "útil".
Quanto mais experiente, mais formosa e consistente é a tal "armadura".
O doce, pode vir a ser uma arma. E o amargo, um escudo.

Já dizia Georges Hébert: “Être et durer”

Awoke


Novos tempos, dias frios com notícias boas. Nada intrigante.

Nesses dias, caminhando em standby, não parava para momentos de reflexão. Sempre buscando a perfeição, sempre correndo atrás daquilo que me apetecia, de aspirações... mas não parei, nem pensei.
Me sentia grande, e isso, só me garantia mais passos. Não queria medir conquistas; queria, apenas, acumulá-las.

Por fim, tive que parar. O dia não colaborava, o tempo fechou, e fui obrigado a "me olhar".
Já vinham tempos em que me sentia pequeno, novamente. Ínfimo, perante meu ego.
Tormentas em minha mente, trovejando idéias. Equilibrando, e pesando. O ruim, e o bom.

"O bom de ser ruim, é que não te cobram pelas tuas críticas e pelo teu realismo exacerbado, e te glorificam em teus momentos de boas ações e pelas tuas conquistas."

Aquilo martelava e dilacerava. Isso, realmente, afundava.
Eu, não era eu. O olhar perturbado, sempre presente. Mas os pequenos, mais fracos, queriam estar ao meu lado. E eu permiti.

"Experiência de convivência. Nada demais. Você não está mais fraco. Eles querem a tua força, por isso te seguem."

O que realmente importa? Você está em dor, limitado, e ainda se esforça.
Pra quê? Por que? Seu objetivo perdeu o foco. Você se perde em sonhos, e desdenha daquilo que pode alcançar.

"Não. Meu desejo, é meu desejo. Meu objetivo é realista. Meu sonho é real, meus olhos se abrem, meu corpo se expande, e aquele realmente sou eu. Eu faço. Eu posso.
Almejo, e fadigo minhas pernas até o ponto que chamam de "final". E ainda é pouco."


E, por fim, aqueles que amo, podem fazer parte (completamente) de meu corpo e alma, ou desistirem de correr. O tempo machuca-os. E a dor deles, remete. Remete àquele que corre por um objetivo incerto. Mas, objetivo aquele, que faz meu desejo aumentar.

"Você escolhe. A sorte é esporádica."

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Slept


Hoje, a muralha que me mantém mentalmente saudável e capaz, deu uma pequena fraquejada.
Não que eu vá agir feito limítrofe, longe disso... contudo, sinto-me incapaz de muitas coisas. E não é ineficiência.

Tenho o brinquedo, mas não quero brincar.

Parece uma falta de prazer. Tudo que faço, não me supre. O que almejo, e alcanço, não me deixa extasiado, eufórico. Me sinto realizado, mas é só. Sem comemorações, sem necessidades de contar ás pessoas mais próximas.
Sabe quando a vida perde o gosto? Quando você compra um sorvete pensando no sabor, mas quando você degusta, aquele sabor já não é mais... "aquele sabor"?

Minhas necessidades estão ali, e na tentativa desesperada de mantê-las supridas, acabo me sentido inapropriado, com reações erradas.

Não consigo ficar alegre. É isso... mas também, não é isso.
Consigo rir, consigo agir, coagir, e reagir. Só não tenho vontade.
Mas também, eu quero.

É estranho. Um porre, pra falar a verdade.
Parece que falta algo. Um vazio.
Música, é o único elemento que vem suprindo o vazio. Com suas melodias saborosas, e letras mornas.

Eu tenho feito muitas coisas... mas acho que ficar ocupado demais, me fez almejar topos e penhascos. Eu ainda quero atingir muitos objetivos. Mas, essas sensações de ultimamente, têm transformado os sonhos em realismo.

Quando faltam ações, sinto-me triste. Quando sobra, não consigo cumpri-las... simples assim.

Sinto falta de algumas pessoas. Quando consigo ter contato com as mesmas, não tenho o que falar. Não tenho o que fazer. Não sei o que dizer, nem expressar. Não estou feliz, mas não estou deprimido.

Me sinto fraco, incapaz.
É até engraçado eu usar essas definições para um estado de espírito. Eu, que aguento dores sem pestanejar, auto declarando-me "fraco".
Mas, sim. É o que sinto. Um fraco.
Muitos choram de dor, outros, urram de dor. Não me encaixo. Eu sinto, absorvo, transformo, e manipulo.
A dor, vira uma carapaça, um anticorpo, uma cura, uma armadura. Dói, mas some. Cicatrizes fazem parte. Uma cicatriz, só é uma cicatriz, se a batalha for minimamente intensa. Caso contrário, é só um arranhão. Um machucado bobo. Um tropeço.

Não sei como concluir, sinceramente.. já que nem sei o que se passa.
Só tenho os sintomas, mas não a doença.
Curar sintoma por sintoma, é simples, mas entediante...

...vou tornar tudo mais intenso.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Why the flips die every day?

Ah... a beleza de um salto mortal. Variações incríveis, esteticamente agradáveis.
Mas, qual seria o objetivo, senão agradar um espectador?
Sim! Pois, o "girador" não vê o movimento, ele apenas o executa. Não vê, não aprecia, e em questão de segundos, está na posição inicial.
"Qual o propósito?" - me perguntei.
Fiquei pensando. O que faz as pessoas executarem esse tipo de movimentação, sendo que aquilo não lhes agrada "visualmente", quando executado pelos próprios?

A resposta, é simples.
Você não precisa "ver". Você "sente" o giro. Você É o salto.
Pode ser bonito, mas o prazer está em ter sucesso no salto, e executar o giro com perfeição.

Funciona como um/uma incentivo/metáfora pessoal.
Seja você, sinta seu próprio giro. Faça para você.
Prefiro sentir meu sucesso, ao assistir o dos outros. ;)

sábado, 6 de junho de 2009

They

Simples. Influências que só tiveram a adicionar.

Por causa daquela junção, transformei sofrimento em risos.
Por causa delas, descobri Incubus, The Doors, The Cure, The Smiths, Avenged Sevenfold, e muitas outras, que em todas as vezes que ouço, tenho momentos nostálgicos.
Um me ajudou muito, e posso chamar de melhor amigo.
Outro, me ajudava nos momentos de batalha... lado a lado, e sangue jorrando.

De novo, elas me ajudaram. Muito.
Momentos de fuga, para lutar em outro dia.
Bebíamos e ríamos. E quando tudo estava bem na tempestade, uma nevasca surgiu.
Levou aquilo que supria meus momentos de falha, de solidão, de tristeza... assolava sonhos, fazia pesadelos arderem em minh'alma.
Afastei-os, assustei-as.

Tudo tão remoto... e eu sentia o mundo tremer, a Terra girar, e o vento gélido suspirar dolorosamente.
Tentavam se reaproximar, e eu só queria chegar em minha paz. A minha.
A quente, silenciosa, e harmônica paz.
Não a do momento, nem de hoje, nem de amanhã... mas a minha.
Era tudo, e talvez fosse pouco, em relação aos meus.

A tempestade se foi, e muitos, foram com ela.
Redescobri valores, criei novos valores.

Hoje, sou uma junção dos monstros do passado com os prazeres do presente.
Muito do que adquiri, só refinou a personalidade pútrida/sagaz.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Acid on grass


All meaningless things
Nothing is nothing ...
But for all human beings
it means something.

Each time someone says:
"I care because you care"
In fact, really: "Hey!Have a nice day!"
"I don't care."

A smile on the face,
Always looking forward
but glory confused with a radius
that blinds... so hard.

Ambient sounds,
the world is so great
"This is wrong, mate"
Maybe. Still out of bounds.

Like oil,
like water,
I'm made of ego.
We cannot mix.

Too hot in the heat..
so calm, every heartbeat
Lots of uses, combinations
sometimes, so hard to use.

Say nothing.
Just leave.
Slowly, that's killing.
Sorry to say. You failed.